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O QUE É SER VEGETARIANO?

Do ponto de vista nutricional, ser vegetariano significa não se alimentar de nenhum tipo de carne (vaca,frango,peixe,carneiro,avestruz,escargot, “frutos” do mar, entre outros) nem de produtos feitos com carne (presunto, salsicha, hambúrguer, salame, atum enlatado etc.).

Quem come qualquer tipo de carne, mesmo que ocasionalmente, não é vegetariano. Alguns profissionais de saúde utilizam a definição “semivegetariano” para quem só consome carne às vezes (no máximo três refeições por semana). Essa terminologia é bastante usada em estudos científicos para comparar a saúde dos indivíduos. No entanto, convém enfatizar que o “semivegetariano” não é vegetariano, já que inclui carnes no cardápio.

AS DIFERENTES FORMAS DE VEGETARIANISMO:

A inclusão ou exclusão de produtos derivados de animais no cardápio diário é o que determina o tipo de vegetarianismo adotado:

VEGETARIANO ESTRITO não consome nenhum tipo de carne, ovos, mel, laticínios e produtos que incluam derivados animais entre os ingredientes, como gelatina, albumina, proteínas do leite, alguns corantes e espessantes.

LACTOVEGETARIANO não consome nenhum tipo de carne nem ovos, mas utiliza laticínios.

OVOVEGETARIANO não consome nenhum tipo de carne, mas utiliza ovos.

OVOLACTOVEGETARIANO não consome nenhum tipo de carne, mas utiliza ovos e laticínios.

VEGANO é um vegetariano estrito, mas que, além
disso, evita o uso de qualquer tipo de produto que
tenha relação com a exploração animal, como vestuários (lã, couro, seda) e cosméticos testados ou que contenham algum derivado animal na composição.

O que o vegetariano deve comer?

Tanto vegetarianos quanto não vegetarianos devem conhecer os grupos de alimentos e aprender a combiná-los para a melhor obtenção de nutrientes. Os grupos alimentares podem ser divididos em:

CEREAIS – arroz, trigo, centeio, milho, aveia, quinua, amaranto e produtos feitos com eles, como pães, massas de tortas, macarrão etc.

LEGUMINOSAS – todas as variedades de feijões, grão-de-bico, soja e seus derivados, como tofu, missô, tempeh, lentilhas, ervilhas, favas e assemelhados.

OLEAGINOSAS – nozes, amêndoas, castanhas, pistache, macadâmia e sementes (girassol, abóbora, gergelim, linhaça etc).

AMILÁCEOS – inhame, batata, cará, mandioca, batata doce e outros. LEGUMES – abobrinha, chuchu, pimentão, berinjela, cogumelos etc.

VERDURAS – couve, rúcula, agrião, brócolis, mostarda, escarola, alface, taioba, algas e muitas outras.

FRUTAS – caqui, banana, manga, maçã, pera, figo, uva, melancia etc. ÓLEOS – azeite de oliva e óleos de soja, girassol, linhaça, entre outros.

Na dieta equilibrada deve haver consumo diário de todos os grupos citados acima, sendo opcional o consumo de oleaginosas e amiláceos. No cardápio do vegetariano estrito, é bom priorizar alimentos ricos em cálcio.

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NÃO SE ESQUEÇA: ninguém se sustenta apenas com salada! Salada é parte importante, mas não pode ser a base da alimentação. Não passe fome: use cereais integrais
e feijões como base da
alimentação e varie os alimentos escolhidos dentro de cada grupo alimentar (cereais, leguminosas, amiláceos, oleaginosas, frutas, verduras e legumes).

SUGESTÃO BÁSICA DE REFEIÇÃO PARA SER FEITA DUAS VEZES AO DIA, POR UM ADULTO:

1. Além deste prato base, deve-se consumir frutas diariamente.

2. Se você ainda consome laticínios e ovos, considere-os como parte do grupo das leguminosas, já que também são protéicos. No entanto, por conterem elevado teor de gordura saturada, é importante que a sua quantidade seja reduzida, dando prioridade às leguminosas em si.

3. Os óleos entram no tempero da salada ou no preparo dos pratos.

DICAS

Toda modificação alimentar, com carne ou não, pode ser melhor realizada com o auxílio de um profissional de saúde . Mas, antes de marcar a consulta, verifique se o profissional sabe trabalhar com a dieta vegetariana e respeita a sua escolha. Lembre-se de que nenhum profissional precisa ter as mesmas convicções ideológicas que você, mas é uma questão de ética respeitar e orientar o cliente sem tentar modificar sua opção dietética.

Acompanhamento médico e nutricional regular é bom para todo mundo. Vegetarianos não precisam consultar profissionais de saúde com mais frequência do que não vegetarianos.

Não há condição de saúde ou doença em que seja necessário o consumo da carne. Se o profissional de saúde que o acompanha tiver o discurso de que é necessário consumir produtos animais, isso indica que está desatualizado dentro do contexto nutricional.

Fonte: Sociedade Vegetariana Brasileira www.svb.org.br
Departamento de Medicina e Nutrição AUTOR: ERIC SLYWITCH MÉDICO (C.R.M.: 105.231), Coordenador do departamento de
Saúde e Nutrição da Sociedade Vegetariana Brasileira. Especialista em Nutrologia (ABRAN) e Nutrição Enteral e Parenteral (SBNPE). Mestre em Nutrição (Unifesp/EPM).

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